Governador Celso Ramos
Governador Celso Ramos tem muitas e belas praias. Visite a Praia de Palmas, a maior praia do município e uma das mais bonitas da região – no canto sul encontram-se vestígios da Casa Grande e de engenhos de cana-de-açúcar, cercados de lendas e crendices; a Praia da Armação, antigo local de pesca da baleia e onde está a Igreja de Nossa Senhora da Armação da Piedade – construída há mais de 200 anos pelos primeiros habitantes do lugar; a Praia Grande, boa para o surf, e a Praia da Costeira, preferida pelos golfinhos e antigo reduto de pesca da baleia. Também vale conferir as praias do Sinal, da Caieira, do Antenor, da Gamboa, da Figueira, de Antônio Correa, de Ilhéus, de Fora, o Canto dos Ganchos, os Ganchos de Fora e a Praia da Cruz.
No município, uma boa estrutura turística recebe visitantes de todos os cantos do mundo. Bares, restaurantes, pousadas e hotéis, peixarias, padarias, supermercados, lanchonetes, agências dos Correios, de telefone e bancária, farmácias e postos de saúde suprem as necessidades de toda a comunidade e dos turistas, com qualidade, simpatia e atenção.
Praias de Governador Celso Ramos
Praia Costeira
Antiga Área da caça à baleia, hoje é uma praia frequentada por golfinhos.
Praia da Armação da Piedade
Há três séculos atrás, a caça à baleia era bastante frequente nesta praia, que hoje abriga a Igreja Nossa Senhora da Armação da Piedade.
Praia de Caravelas
Localizada em mar aberto, esta praia possui águas cristalinas com ondas ideais à prática de surf.
Praia de Ganchos do Meio
Pequena praia de mar calmo.
Praia de Palmas
É a maior praia de Governador Celso Ramos e abriga vestígios históricos, como os engenhos de cana-de-açúcar e a Casa Grande.
Praia do Sisal
Área de sepultamento dos revoltados da Fortaleza de Santa Cruz.
Praia do Tinguá
Com apenas 100m de comprimento, possui mar aberto cercado de pedras e propícia ao surf.
Praia Grande
Próxima à praia da Armação da Piedade, esta maravilhosa praia é propícia ao surf.
História
Diz a lenda que a Praia de Ganchos recebeu este nome em homenagem ao “Capitão Gancho”, pirata que afirmam os mais antigos moradores, por aqui passou. Outra hipótese é devido aos ganchos tirados das árvores para transportarem os pescados, carregados nas costas. Embora não havendo certeza, a denominação do nome pode ter ocasionado pela visão de três baias consecutivas dando cada qual o formato de um gancho. Essa é a hipótese mais concreta para o nome Ganchos.
Entre 1740 e 1742, bem próximo a Freguesia de São Miguel, na direção norte, foi instalado um próspero núcleo de captura e de industrialização de baleias, denominado Armação Grande, ou Nossa Senhora da Piedade. As instalações com 5,3 mil metros quadrados de área faziam daquela armação a maior e mais importante do litoral Catarinense e a segunda mais importante do Brasil-Colônia.
Entrando em decadência a pesca da baleia, Armação da Piedade sofre uma grande evasão de pessoas, tem em 1883 apenas 42 pessoas, enquanto em Ganchos nessa época, contava com 208 moradores. Com isso, Ganchos e os povoados vizinhos crescem com as unidades fazendeiras que contavam nessa época com aproximadamente 25 unidades.
Podemos citar algumas unidades que fortaleceram a vida nas vilas de nossa terra. Inácio Vieira da Cunha instalou-se em Canto dos ganchos, onde construiu casa-grande, senzala e engenho, fez pastagens á beira-mar, plantou dois cafezais, fez sua pequena chácara e criou gados. Na localidade de Jordão também foram edificadas casas, senzalas e engenhos e uma grande plantação de diversos produtos, além de produzirem farinha de mandioca. Em Ganchos, foi a vez de Manoel José Sabino, que além da construção de casas senzalas, lá construiu paióis para beneficiar a mandioca. Em Palmas instalou-se o Cônsul Norte – Americano, Robert Sens Cathcart com diversas produções, onde construíra a casa grande, senzala, engenho e criação de animais. A mão-de-obra vinha dos escravos ociosos na Armação, que foram alugados a estas pessoas pelo Estado Provincial através de Veríssimo Mendes Viana e Cia do serviço de escravos da Armação da Piedade.
Por volta do ano de 1745, colonizadores vindos das Ilhas dos Açores e da Madeira, atraídos pela pesca da baleia, fixaram-se no local. Com a vindas de outros portugueses, instalaram-se novos povoados a partir de 1747, onde podemos destacar: Fazenda da Armação, Costeira da Armação, Palmas, Canto e Ganchos e outros no litoral catarinense. Esses núcleos de açorianos e madeirenses que colonizaram o litoral catarinense eram pescadores e pequenos agricultores.
Depois vieram outros portugueses e foi criado o município de Ganchos que foi desmembrado de Biguaçu em 06 de novembro de 1963. A partir de 12 de maio de 1967 passou a ser denominado Governador Celso Ramos em homenagem a Celso Ramos, ex-governador do Estado de Santa Catarina, município privilegiado com uma natureza generosa e um povo ordeiro e acolhedor.
Fonte:
www.governadorcelsoramos.sc.gov.br
www.guiasantacatarina.com.br